quarta-feira, 7 de novembro de 2018

ACESSO À INFORMAÇÃO: UM DIREITO TAMBÉM DOS SURDOS

ACESSO À INFORMAÇÃO: UM DIREITO TAMBÉM DOS SURDOS

A Organização das Nações Unidas (ONU) enfatiza, como fundamentais, o direito à informação e à comunicação, que são essenciais para o exercício da cidadania. A informação é um direito tão importante quanto os demais e deve ser oferecida igualmente a todos, de modo claro, impessoal, preciso, sem direcionamentos e sem interesses ocultos. Mas será que ela é oferecida igualmente a todos? 
Analisando os meios de comunicação de massa, pode-se perceber que todos exigem bom funcionamento dos canais sensoriais. A televisão é um veículo constituído por imagens visuais e sinais auditivos; os jornais e revistas exigem atenção visual; o rádio pede pelo nosso canal auditivo e a internet acopla situações de leitura, audição e até fala. Mas e aquelas pessoas que apresentam alguma deficiência nos sentidos e não conseguem acessar o conteúdo oferecido pelos veículos de comunicação? Como se informam a respeito das notícias de sua cidade, estado, país e do mundo? Será que elas têm sempre que depender de uma terceira pessoa que possa explicar – de maneira adequada – os fatos que são divulgados nos telejornais, revistas, jornais impressos e internet? 
Segundo o último censo, realizado em 2000 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), hoje há no Brasil cerca de 6 milhões de pessoas com problemas relacionados à surdez. Dessas, cerca de 170 mil se declararam surdas e apenas 15% entendedores da língua portuguesa. Essa porcentagem representa a minoria que consegue captar as notícias jornalísticas divulgadas pela mídia. A maioria, por não ser oralizada, fica excluída do mundo da informação. 
Formato inadequado 
Ler um jornal ou uma revista, por exemplo, é extremamente difícil para surdos que se comunicam apenas pela Língua Brasileira de Sinais (Libras). A Libras é um idioma próprio, que apresenta uma gramática completamente diferente do português. Para os surdos que usam sinais, a frase "vou para a casa dele" se transforma em "casa dele vou". Esse é apenas um pequeno exemplo da barreira que eles têm de transpor ao tentar ler e entender o português.  
Para acompanhar os noticiários da televisão há possibilidade, em alguns televisores, de ativação de uma tecla que permite o acesso ao closed caption, sistema de transmissão de legendas via sinal de televisão. Ele descreve as falas dos apresentadores e também qualquer outro som presente na cena, como palmas, passos, trovões. Porém, muitas vezes, a captura do áudio não é a correta para o som da língua e ocorre uma distorção da mensagem falada, resultando na escrita de uma palavra errada na tela da TV. Além disso, a velocidade acelerada das legendas é mais um obstáculo para a compreensão da notícia. 
Outra alternativa utilizada pelas emissoras de TV para a comunicação com o surdo, principalmente os que não entendem o português, é a janela de Libras. Seu formato corresponde a um espaço delimitado no vídeo onde as informações são interpretadas na língua brasileira de sinais. Entretanto, nem todos os programas televisivos contam com este recurso e, quando o disponibilizam, não o fazem em um formato adequado. Para compreender a Libras é necessária a visualização dos gestos das mãos e da expressão facial, mas, normalmente, a veiculação da imagem é feita em pequenas janelas no canto da tela, fugindo do modelo ideal. 
O Telelibras 
Algumas leis até já foram criadas com o objetivo de garantir à pessoa com deficiência o acesso à informação. Um exemplo é a NBR 15.29/2006, que dispõe que os programas políticos, eleitorais, noticiosos, jornalísticos, educativos, campanhas institucionais e informativos de utilidade pública devem conter janela com intérprete de Libras. Ainda assim, as ações para disponibilizar interpretação em Libras em conteúdos audiovisuais, como cinema, jornais ou novelas, são praticamente inexistentes. Nenhum telejornal veiculado na TV aberta brasileira, por exemplo, utiliza a representação na linguagem de sinais, reconhecida desde 2002 como meio legal de comunicação e expressão (Lei nº. 10.436). 
Portanto, fica claro que o problema referente ao acesso às informações jornalísticas pelas pessoas com deficiência auditiva existe. Algumas providências já foram tomadas, mas muitas ainda precisam ser desenvolvidas. 
Um exemplo de que é possível oferecer às pessoas com deficiência auditiva um produto jornalístico que as informe sobre as principais notícias do Brasil e do mundo é o Telelibras, primeiro telejornal inclusivo da internet brasileira voltado para a comunidade surda e para os interessados em aprender a Libras. 
Roberta Lage é radialista, jornalista e especialista em comunicação pública e responsabilidade social
FONTE: http://www.intervozes.org.br/direitoacomunicacao/?p=18455

COMUNIDADE SURDA EM BUSCA DE UMA IGUALDADE

Comunidade surda: em busca da igualdade e de sua identidade



Problemas de surdez atingem mais de 9 milhões de pessoas no Brasil; limitação está na sociedade, que exclui o surdo, apesar dos avanços nas leis de inclusão.
A língua oral é imperativa e exclui naturalmente – seja por falta de informação ou falta de sensibilização em enxergar o “diferente” – outras formas de se comunicar. É importante considerar que, segundo o IBGE (2016), existe uma comunidade surda formada por 1,1% da população brasileira, ou seja, 9,7 milhões de pessoas têm deficiência auditiva.
Segundo o Portal Brasil “2.147.366 milhões apresentam deficiência auditiva severa, situação em que há uma perda entre 70 e 90 decibéis (dB). Cerca de um milhão são jovens até 19 anos”. Embora, a sociedade considera a comunidade surda uma minoria, temos mais de 2 milhões de pessoas que precisam participar do processo de integração social, serem compreendidas e incluídas.
Abismo entre teoria e prática
Percebe-se em nossa sociedade, ainda mais quando passamos a ter mais informações sobre o mundo do surdo, que há um abismo entre a teoria, as leis que “garantem” os direitos estabelecidos pelas políticas públicas e o comportamento da sociedade: seja no momento de estudar, trabalhar, fazer as compras, ter um atendimento médico, se divertir, entre tantas outras atividades da rotina de qualquer pessoa.
A interação social se dá na e pela linguagem. Nos comunicamos com os outros por meio da linguagem, que tem um papel essencial de conviver,  cooperar e se relacionar com o outro. A linguagem oralizada impera em nossa sociedade, mas ela não pode ser vista como única, imperativa, pois dentro do que entendemos por linguagem, existe uma diversidade, que deve ser considerada.
Aceitação começa em casa
As dificuldades também estão dentro de casa, quando uma criança surda nasce em uma família de ouvintes. O desconhecimento e a própria negação dos pais de aceitar o filho surdo é o primeiro impasse que essa criança enfrenta, que terá ainda muitas dificuldades de interagir e se relacionar com o mundo em casa e fora dela. Por isso, é de extrema importância que a aceitação e informação comecem em casa.
Em quem mesmo é que está a limitação?
A Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS tem amparo da Lei 10.436/2002, mas, infelizmente estamos muito longe de oferecer um mundo igualitário e acessível para a comunidade surda. A sociedade, que vem mudando, mas a passos muito lentos, onde cada conquista é comemorada, quando, na verdade, deveriam ser ações já consolidadas, tamanho é o discurso da democracia, direitos iguais e a própria inclusão. Assim, pergunta-se em tom de provocação e ironia: “Em quem mesmo é que está a limitação?”
A cultura brasileira, até mesmo a de países mais desenvolvidos, é limitada por não saber lidar com o profissional surdo, resultando em pensamento e atitudes permeadas pelo preconceito com aquele mito de que a pessoa com “deficiência” (seja ela qual for) é de incapacidade ou que ele é um “coitadinho” que precisa ser incluído. Ao incluir o surdo no mercado de trabalho – na maioria das vezes só porque existe uma lei de cotas – as empresas pensam em estar fazendo a sua parte, mas na verdade não inclui por completo.
Para refletir
A tudo isso fica uma reflexão de que para diminuir as limitações da própria sociedade, ela precisa, primeiro, perceber essa realidade, perceber o “outro” respeitando a sua deficiência, o incluindo de verdade e de fundamental importância promover efetivamente ações de conscientização, seja dentro das organizações, das escolas, dos serviços prestados, do atendimento médico, dos eventos de entretenimento, enfim, uma cultura de inclusão plena em todos os segmentos.


Brisa Teixeira de Oliveira - Personal Writing. Mestre em Educação e jornalista especializada em produção de conteúdo jornalísticos e editoriais na área educacional.  contato@brisateixeira.com






A Comunidade Surda

A Comunidade SurdaA Comunidade Surda

PEDAGOGIA
“Cultura” possui vários significados, mas podemos sintetizar dizendo que é tudo que simboliza aquilo que é aprendido e partilhado pelos indivíduos de um determinado grupo e que confere identidade ao grupo.

“Cultura surda” pode ser definida como o jeito de o sujeito surdo entender o mundo e modificá-lo em função de suas percepções visuais. Ela abrange ideias, crenças hábitos e costumes. 

De acordo com dados da FENEIS – Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos estima-se que entre 15% a 25% dos brasileiros sejam portadores de algum grau de surdez (adquirida ou congênita).

É muito importante conhecer o termo correto para designar esses indivíduos. Um termo muito utilizado: surdo-mudo é, com certeza, o mais arcaico e incorreto. O fato de uma pessoa ser surda não significa que ela seja também muda.

O termo deficiente auditivo pode conferir um tom pejorativo e preconceituoso, referindo-se à pessoa como sendo anormal ou portador de uma patologia, uma “deficiência”.

O termo correto é “surdo”, é aquele que representa a real situação desses indivíduos.

Toda a criança constrói seu mundo a partir de experiências vividas, quando ela nasce surda, sem som, ela aprenderá de forma diferente e precisará de um trabalho especial para desenvolver sua personalidade.

Os bebês surdos em geral desenvolvem as mesmas fases de linguagem dos ouvintes. Na fase do balbucio, começa a diferenciação, pois, sem ouvir os sons ele não conseguirá emitir as primeiras palavras, sua linguagem ficará atrasada e daí por diante uma limitação muito grande será percebida, pois, ele não terá acesso aos conhecimentos e informações externas.

A criança surda, deverá então ter acesso, o mais depressa possível a língua de sinais (LIBRAS), pois, é inteligente e capaz de desenvolver-se por esta via do mesmo modo que a criança ouvinte.

A língua de sinais define-se como uma língua natural dos surdos. Ela é o símbolo da identidade e um meio de interação social.

Quando se propõe que o surdo aprenda Libras antes da Língua Portuguesa não está se negando a ele o acesso à sociedade ouvinte, mas, ao contrário, deseja-se que ele tenha bases sólidas para aprender o português e assim integrar-se na sociedade como um todo. 

A história dos surdos, seus sofrimentos e lutas, mostram o quanto é necessário permanecerem unidos e construírem uma identidade própria. Sua cultura é representada principalmente pela sua língua, elemento de união que permanece vivo nas comunidades.

As comunidades surdas estão espalhadas pelo país, possuindo diferenças em relação aos hábitos, vestuários, situações socioeconômicas e, claro, variações linguísticas regionais.

As escolas de surdos, mesmo sem uma proposta bilíngue definida proporcionam o encontro entre os surdos. Esse contato favorece a disseminação de Libras entre adultos e crianças. Nessas escolas encontramos professores surdos ou ouvintes que utilizam a língua de sinais. Em geral há cursos de Libras dirigidos aos pais das crianças matriculadas.

A cultura surda está ligada à ouvinte: surdos convivem diariamente com ouvintes e isso traz grande influência. Portanto, a comunidade surda de fato não é só de sujeitos surdos, há também sujeitos ouvintes – membros de família, intérpretes, professores, amigos e outros – que participam em compartilham os mesmos interesses comuns em uma determinada região.

Colunista Portal - Educação
O Portal Educação possui uma equipe focada no trabalho de curadoria de conteúdo. Artigos em diversas áreas do conhecimento são produzidos e disponibilizados para profissionais, acadêmicos e interessados em adquirir conhecimento qualificado. O departamento de Conteúdo e Comunicação leva ao leitor informações de alto nível, recebidas e publicadas de colunistas externos e internos.

Deficientes auditivos têm direito à isenção de IPI na compra de veículos, diz PGR

Deficientes auditivos têm direito à isenção de IPI na compra de veículos, diz PGR


Legislação sobre o tema fere princípio da isonomia ao conceder o benefício fiscal apenas para pessoas com deficiência física, visual, mental ou autistas

A isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na compra de automóveis deve ser estendida aos deficientes auditivos. Esse é o entendimento do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao questionar o inciso IV do artigo 1º da Lei 8.989/1995. A norma, ao especificar o rol de pessoas contempladas pelo benefício fiscal – pessoas com deficiência física, visual, mental severa ou profunda ou autistas, diretamente ou por intermédio de seu representante legal -, não incluiu as pessoas com deficiência auditiva.
Para Janot, não há razão para a discriminação. Segundo ele, a exclusão configura omissão parcial inconstitucional e afronta os princípios da dignidade da pessoa humana e da isonomia (artigos 1º, inciso III, e 5º, caput). Por essa razão, ajuizou a Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão Parcial (ADO 30), ratificada em parecer enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 16 de junho.
De acordo com a ação, “apesar do esforço da Lei Federal 8.989/95 em garantir a isonomia material entre as pessoas com deficiência e as pessoas sem deficiência, a ausência dos deficientes auditivos no corpo da norma estabeleceu distinção desarrazoada entre pessoas que sem encontram na mesma situação”.
O procurador-geral destaca que, pela sua condição humana, as pessoas possuem igual dignidade, mesmo que existam diferenças físicas, intelectuais e psicológicas, devendo ter os seus interesses igualmente considerados, independentemente de suas capacidades e características individuais. Para ele, a efetivação dessa política fiscal revela o reconhecimento de algumas dificuldades que as pessoas com deficiência física têm para a vida em sociedade, em especial, quanto à mobilidade e acesso aos espaços públicos, e da necessidade de inclusão social dessa parcela da sociedade.
Para Rodrigo Janot, uma vez que o Estado tenha assegurado o cumprimento do princípio da proteção às pessoas com deficiência, “não há razão para que dentro desse grupo contemplado por tais ações afirmativas haja discriminação, favorecendo-se determinadas pessoas em detrimento de outras”.
Prazo – A ação também pede que seja estipulado prazo razoável para o Congresso Nacional editar norma para suprir a exclusão dos deficientes auditivos do rol do inciso IV do artigo 1º da lei 8.989/95.
Em sua manifestação, a Advocacia-Geral da União questionou, em preliminar, a possibilidade jurídica dos pedidos. Para o órgão, de acordo com a jurisprudência do STF, ao Poder Judiciário não caberia impor prazo obrigatório aos demais poderes para edição de ato normativo, ou por ato próprio suprir omissões do legislador. A AGU sustenta que essas providências resultariam em ofensa ao princípio da divisão funcional do poder.
De acordo com o parecer da PGR, o próprio STF admitiu configuração de inércia do legislador mesmo quando já tenha atuado ao propor projeto de lei ou dar início à sua tramitação. Janot destaca decisão do STF na ADO 24 que impôs prazo para que a lacuna legislativa fosse sanada.
“Dado o entendimento recente da Suprema Corte brasileira no que se refere às omissões inconstitucionais, é cabível estabelecer prazo razoável para que o Congresso Nacional inaugure ou conclua a deliberação acerca de proposição legislativa. Portanto, os pedidos formulados na inicial não devem ser considerados juridicamente impossíveis”, argumenta o procurador-geral.
Quanto à segunda preliminar, sobre a impossibilidade de o Judiciário, por ato próprio suprir omissão do legislador, a PGR sustenta que o tema confunde-se com o mérito da ação.
O relator da ação no STF é o ministro Dias Toffoli.
Confira a íntegra da ação e do parecer
Fonte: Ministério Público Federal

Futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro traduz música para libras em culto evangélico

Futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro traduz música para libras em culto evangélico

Mulher de Bolsonaro atua como intérprete na igreja que frequenta na zona oeste do Rio.

De joelhos no chão, com o corpo encolhido e o rosto escondido no encosto da cadeira, Michelle Bolsonaro passou alguns minutos orando. A música tocava ao fundo enquanto ela, concentrada, pressionava uma mão contra a outra.
Na noite desta quarta-feira (31/10), a futura primeira-dama do país deixou por algumas horas sua casa para ir à igreja. Evangélica, ela costuma frequentar a espaçosa Batista Atitude, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. Não foi a primeira vez que ela foi ao culto após a vitória de Jair Bolsonaro (PSL) nas urnas no domingo (28), se limitou a dizer à Folha.

Nas cerca de duas horas de duração do culto, ficou em uma fileira em frente ao palco, com cadeiras azuis reservadas para surdos. É dali que ela costuma assistir à pregação, já que atua como intérprete de libras na igreja.
Com a Bíblia no colo, cantava em seu lugar a letra de cada canção com os lábios e também com as mãos, na língua de sinais. Balançava a cabeça afirmativamente quando o pastor falava sobre a fé e as palavras de Jesus e de Deus e abraçava as duas amigas ao seu lado de vez em quando.
Apesar de discreta, não resistiu ao convite de uma delas para traduzir uma música tocada pela banda, já quase no final da noite. Se levantou e tomou o lugar de outra intérprete à frente do grupo de surdos, que acompanhavam seus gestos. Depois voltou a se sentar, com os olhos marejados.
A única outra vez em que se levantou foi para depositar um envelope com o dízimo em uma urna de madeira. “Deus me livre”, comentou em certo momento em que achou que uma colega a chamava para subir ao palco, onde o pastor falava sobre casamentos.
Passaria por uma fiel comum ali no meio caso não fossem os quatro homens altos que a cercavam de longe, observando cada movimento no entorno. Eles só chegaram mais perto quando, ao final da pregação, dezenas de pessoas foram até ela para tirar fotos.
Questionada sobre os primeiros dias em casa após o resultado das eleições, Michelle respondeu que não poderia falar com jornalistas. Os seguranças impediram a reportagem de fotografar, e um membro da igreja justificou dizendo que eles não permitem a presença da imprensa. Ela saiu do local pelos fundos.
Fonte: Folha de S. Paulo


Crianças cantam parabéns em língua de sinais e emocionam zelador surdo


Crianças cantam parabéns em língua de sinais e emocionam zelador surdo

Segundo a “Good Morning America
A ideia surgiu das professoras Alyssa Hartsfield e Amy Hershman que se empenharam em ensinar as crianças que conseguiram surpreender, e muito, o zelador!

O amor e a simplicidade das crianças são, realmente, as coisas mais deliciosas da vida, não é mesmo?!

No último final de semana, os pequenos da escola Hickerson Elementary, no Tennessee, EUA, cantaram “Parabéns” para o zelador da escola, Sr. James Anthony.
Mas cantar parabéns para um aniversariante é algo bem comum, não é mesmo?! Bom, tradicional seria se a surpresa fosse cantada por voz.
Como o Sr. James é surdo, as crianças prepararam a homenagem aos seus 60 anos, em forma da língua de sinais, ou seja, toda em ASL (Língua de Sinais Americana)!
A ideia surgiu das professoras Alyssa Hartsfield e Amy Hershman que se empenharam em ensinar as crianças que conseguiram surpreender, e muito, o zelador!
Segundo a “Good Morning America”, o Sr. James trabalha há mais de 30 anos na escola, sendo 15 como zelador.
“Ele chorou e, claro, todos ficamos emotivos com ele. Depois que acabou, ele disse ‘Esse é o melhor presente de aniversário que vocês poderiam me dar'”, contou uma das professoras a publicação.
Por um mundo com mais crianças dispostas a ver alegria do outro!
Fonte: Razões para Acreditar
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A importância das expressões faciais para os surdos

A importância das expressões faciais para os surdos

Intérprete de Bolsonaro foi alvo de brincadeiras de mau gosto na internet.

Os intérpretes de Libras muitas vezes são alvos de memes e piadas por causa de suas expressões faciais. Com Elizângela Castelo Branco, que tem auxiliado o presidente eleito, Jair Bolsonaro, não foi diferente. As brincadeiras de mau gosto ganharam força no domingo (28/10), após a moça traduzir o primeiro pronunciamento de Bolsonaro na televisão.
De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), quase 30 milhões de brasileiros sofrem de surdez. O que a maioria não sabe é a importância que as “caras e bocas” de um intérprete tem para essas pessoas. As expressões são características importantes porque marcam a comunicação.
– Nossa voz transparece os sentimentos. Ou seja, se estamos entusiasmados, assustados, felizes, mostramos isso no ato da fala. Mais que palavras, a fala é uma composição inteira. Do mesmo modo acontece com os surdos. Se eles não ouvem nada, eles não sabem qual é o grau de entusiasmo da mensagem. Por isso, para eles as expressões devem ser mais marcantes – explicou a intérprete de libras, Eduarda Medrado para o Pleno.News.
Deficientes auditivos usam a visão como forma de compensar a perda da audição. Tudo o que se quer dizer será melhor compreendido por eles se houver sintonia entre as expressões faciais e a sinais. Há casos em que alguns gestos da Língua Brasileira de Sinais que se referem a quantidade, nem precisam ser reproduzidos, pois o próprio rosto do intérprete já expressa o significado.
Michelle Bolsonaro tem um tio surdo e já mostrou engajada na causa dos deficiente. Tanto que dias antes do segundo turno, em transmissão ao vivo, Jair Bolsonaro se comprometeu com os direitos dos deficientes auditivos em diferentes espaços sociais, como nas empresas, onde faltam intérpretes, e na área da saúde, para quem necessita de tratamento. Na ocasião, ele recebeu um documento da Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos (Feneis).
– Quero agradecer à comunidade de surdos, pelo apoio ao meu marido, Bolsonaro, e aos meus amigos surdos que, já há um ano, vêm pensando e planejando uma proposta para a comunidade e, também, para todas as pessoas com deficiência em geral – disse a esposa do presidente eleito.
Fonte: Plano News


Comissão aprova oferta obrigatória de Libras em escolas públicas brasileiras

A Comissão de Educação aprovou proposta que torna a oferta do ensino de conhecimentos básicos de Libras (Língua Brasileira de Sinais) obrigatória nas escolas públicas brasileiras, sendo a matrícula facultativa para os alunos.

Pelo texto aprovado, o ensino da língua utilizada por deficientes será facultativo nos municípios com menos de 10 mil habitantes.
O texto aprovado é o substitutivo do relator, deputado Diego Garcia (Pode-PR) ao Projeto de Lei 2040/11, do Senado, e aos PLs 185/15 e 3641/15, apensados. Originalmente, o PL 2040/11 torna obrigatório o ensino de Libras apenas para os alunos surdos.
Garcia: A medida pretende assegurar a efetiva equidade no acesso, na permanência e no aproveitamento dos estudantes com deficiências auditivas
Regulamento
Conforme a proposta, as condições de oferta do ensino de Libras serão definidas em regulamento dos sistemas de ensino, que tratarão da necessidade de professores bilíngues, de tradutores e intérpretes e de tecnologias de comunicação em Língua Brasileira de Sinais.
O regulamento deverá tratar ainda do acesso da comunidade estudantil em geral e dos pais de alunos com deficiência auditiva ao aprendizado da Libras.
Ainda segundo o texto, se aprovada, a lei deverá produzir efeitos após decorridos 180 dias para as capitais estaduais e do Distrito Federal; após 2 anos para os municípios com mais de 100 mil habitantes; após 4 anos para os municípios com mais de 50 mil habitantes; e após 7 anos para os municípios com mais de 10 mil habitantes.
Tramitação
Já aprovado pela Comissão de Seguridade Social e Família, o projeto segue agora para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e do Plenário da Câmara.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:

Fonte: Câmara dos Deputados

Projeto sugere a inclusão do ensino de Libras nas escolas públicas de Parobé

Projeto sugere a inclusão do ensino de Libras nas escolas públicas de Parobé


Projeto propõe a inclusão do ensino de Libras nas escolas públicas de Parobé
De autoria do vereador Gilberto Gomes Júnior, proposição visa eliminar as barreiras nas comunicações e promover a inclusão social
Parobé (RS) – Tramita na Câmara Municipal de Parobé projeto do vereador Gilberto Gomes Júnior (PRB) que sugere a inclusão da Língua Brasileira de Sinais (Libras) com disciplina transversal na grade curricular das escolas públicas do município.
A proposta, que tem como objetivo promover a inclusão social, defende a capacitação dos profissionais das repartições públicas municipais e agências bancárias com a finalidade de atender este segmento na sociedade.
“Nosso objetivo é capacitar os profissionais nas mais diversas áreas e estimular o aprendizado da Libras para as crianças nas escolas e proporcionar a quebra de barreiras para as pessoas com deficiência auditiva que precisam lidar diariamente com a desinformação, preconceito e com a falta de estrutura”, defendeu o parlamentar na proposta.
Segundo Gilberto, a ideia do projeto surgiu da visita que recebeu, semana passada, dos alunos e professores da escola Emef Idalino Pedro Silva e membros de uma comunidade surda, que solicitaram a inserção do ensino de Libras no município.
“Expliquei para os alunos como é o processo na Câmara Municipal para elaboração de um projeto até se tornar lei e como é uma votação em uma sessão. E nos comprometemos a apresentar a sugestão, motivo pelo qual a fiz”, destacou o republicano.
Conforme Gilberto, que aguarda o retorno da proposta em forma de projeto de lei do Executivo, o ensino da Libras vai promover a inclusão social dos deficientes auditivos e auxiliá-los nas tarefas do dia a dia.
“A presença de uma pessoa que entenda e resolva o problema nos estabelecimentos públicos vai diminuir as falhas no processo de comunicação, o que gera constrangimento e prejuízo ao deficiente auditivo”, disse Gilberto.
A Língua Brasileira de Sinais teve origem no Instituto dos Surdos Mudos, conhecido, atualmente, como Instituto Nacional da Educação de Surdos (Ines), por meio da fusão entre os métodos brasileiros até então existentes e o estruturado método francês de linguagem de sinais.
Contudo, somente no ano de 2002, por meio da Lei n° 10.436, que a Libras passou a ser considerada, oficialmente, como o segundo idioma do Brasil, devendo ser garantido, por parte do poder público em geral e empresas concessionárias de serviços públicos, como meio de comunicação objetiva e de utilização corrente das comunidades surdas do país.
Texto: Agência PRB Nacional
Foto: Cedida
Eu repórter republicano
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Vereador quer a inclusão da Língua Brasileira de Sinais nas escolas

Para a sessão desta terça-feira (06), na Câmara Municipal de Fortaleza, 14 matérias estarão em pauta, dentre elas a criação da Academia de Formação e Aperfeiçoamento da Guarda Municipal de Fortaleza, de autoria do Vereador Márcio Cruz, do PSD, e também um projeto sugerindo a inclusão da Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS, como conteúdo obrigatório na formação continuada para profissionais do magistério, no âmbito da rede pública municipal de ensino de Fortaleza, por autoria do vereador Evaldo Costa, do PRB.

No dia 30/10 ocorreu a primeira audiência pública para debater a lei orçamentária de 2019, que está tramitando na Câmara. Nesta terça-feira, 06/11, um segundo momento desta audiência será realizado na Regional VI para apresentar à população a proposta da lei protocolada pela prefeitura. O encontro está marcado para começar às 14 horas.
A Regional VI abrange os bairros Sabiaguaba, Edson Queiroz, Sapiranga, Alagadiço Novo, Curió, Guajerú, Coaçu, Paupina, Parque Manibura, Cambeba, Messejana, Ancuri, Pedras, Jardim das Oliveiras, Cidade dos Funcionários, Parque Iracema, Auto da Balança, Aerolândia, Dias Macedo, Castelão, Mata Galinha, Cajazeiras, Barroso, Jangurussu, Passaré, Parque Dois Irmãos e Lagoa Redonda. Sua sede é localizada na Rua Padre Pedro de Alencar, 789-797, Messejana.
O Vereador Renan Colares (PDT), Presidente da Comissão de Orçamento, Fiscalização e Administração Pública, esclarece a importância do momento para ressaltar o papel da população nessa audiência. “A Lei Orçamentária estima receita fixa e garante onde vão ser aplicados os recursos, é importante a participação de todos. Aqui na Câmara estamos debatendo para aprovar esse projeto ainda este ano. É interessante para o fortalezense vir participar e entender onde o recurso está tramitando e sendo aplicado”.
Fonte: Agência de Notícias da Câmara Municipal de Fortaleza
https://www.surdosol.com.br/vereador-quer-a-inclusao-da-lingua-brasileira-de-sinais-nas-escolas/