terça-feira, 14 de junho de 2016

Era digital abre novas possibilidades de contato para jovens surdos

Era digital abre novas possibilidades de contato para jovens surdos

Acesso de surdos à internet e às redes sociais ajudou a reduzir o preconceito e a exclusão. E o celular também auxilia nessa conexão com o mundo.
















No Rio de Janeiro, num bairro simples, uma mãe sempre ansiosa acompanha os passos do filho. O dia do Marcelo começa cedo. Antes das seis da manhã ele já está de pé para ir para escola e essa autonomia, esse direito de ir pra escola sozinho sem preocupar tanto a mãe, foi conquistado graças à tecnologia.
A primeira caminhada do dia ainda é no escuro. São quase 20 minutos até a estação de trem. É perto, mas, em casa, a mamãe Mônica Mendonça já está com o celular na mão, teclando a primeira mensagem do dia.

Marcelo tem 19 anos e é um garoto muito esperto. O que faz a mãe controlar tanto a ida para escola é porque ele é surdo e tem dificuldade para se comunicar com quem não entende a língua de sinais. Quer dizer, tinha...
Marcelo fez um implante em um dos ouvidos que faz com que ele consiga registar alguns sons. O celular ajuda nessa conexão com o mundo.
Pouco mais de uma hora e meia depois de ter saído de casa, Marcelo chega à escola. Para a garotada da escola o acesso à internet e às redes sociais ajudou a reduzir o preconceito e a exclusão. Antes só era possível conversar por leitura labial, mímica ou o domínio da língua brasileira de sinais que poucos têm no país. A era digital abriu novas possibilidades de contato e o mundo para eles ficou um lugar bem mais interessante.
Estar conectado é poder decifrar uma realidade sem sons, que fala através das imagens.
Era digital abre novas possibilidades de contato para jovens surdos (Grep) (Foto: Reprodução Globo Repórter)Marcelo é surdo e o celular o ajuda a se comunicar
Internet permite trabalho em casa
A internet encurtou mesmo os caminhos, facilitou, aproximou, fez a gente ganhar tempo. Mas o que estamos fazendo com esse tempo? Sabemos aproveitá-lo?
Patrícia é designer e cria convites para festas. Na sua casa faz suas reuniões virtuais e seu trabalho real.
Numa casa a internet está em todas. É com ela que o Henrique também ganha a vida. Ele é professor de tecnologia numa faculdade e agora está seguindo por um novo campo de trabalho: aulas a distância, via internet.
Patrícia só precisa sair para levar o material na gráfica. Somando as horas que ela perdia no trânsito e as horas de trabalho fora de casa, ela está no lucro.
Quem usa carro em São Paulo gasta, em média, duas horas e 38 minutos no trânsito todos os dias. Para acabar com esse estresse de vez, Patrícia recorreu à internet e decidiu levar o trabalho para dentro de casa.
http://g1.globo.com/globo-reporter/noticia/2016/03/era-digital-abre-novas-possibilidades-de-contato-para-jovens-surdos.htm
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Professora de Libras é a 1ª aluna surda a defender mestrado na UFG


Professora de Libras é a 1ª aluna surda a defender mestrado na UFG

Renata Garcia, 40, teve ajuda de intérpretes para apresentação, em Goiás.
Ela foi aprovada com pesquisa sobre qualidade de vida de pessoas surdas.

Fernanda BorgesDo G1 GO
Renata Rodrigues de Oliveira Garcia, 40, é a primeira surda a defender tese de mestrado na UFG, em Goiás (Foto: Fernanda Borges/G1)Renata Garcia, 40, é a primeira surda a defender mestrado na UFG (Foto: Fernanda Borges/G1)
  A professora de Língua Brasileira de Sinais (Libras) Renata Rodrigues de Oliveira Garcia, de 40 anos, é a primeira surda a defender uma dissertação de mestrado na Universidade Federal de Goiás (UFG). Ela foi avaliada por uma banca, na manhã desta quinta-feira (18), em Goiânia, quando apresentou, com ajuda de intérpretes, sua pesquisa sobre a qualidade de vida das pessoas com deficiência auditiva no ambiente familiar.
Renata, que foi a primeira aluna surda do programa de pós-graduação em Ciências da Saúde, da Faculdade de Medicina da UFG, se emocionou ao saber que foi aprovada.
“Estou muito feliz por ter chegado até aqui, apesar das dificuldades. Escolhi falar sobre esse tema, pois fui criada em uma família de ouvintes e sei como é complicado para que os surdos se comuniquem e tenham uma vida como todos os outros. Faltavam estudos sobre essa questão no Brasil”, disse ao G1, por meio de uma intérprete.
Na pesquisa, ela descobriu, por meio de questionários aplicados a surdos e aos seus familiares ouvintes, quais as principais barreiras entre as relações. “Descobri que a surdez não é o problema, pois os surdos se comunicam muito bem em Libras ou leitura de lábios, pois eles têm o visual. A dificuldade maior é que eles se façam entendidos pelos ouvintes. Essa questão é muito importante para a qualidade de vida”, explicou a professora durante a apresentação.
Após defender sua dissertação, ela acompanhou atenta as considerações dos componentes da banca e foi muito elogiada pelo esforço e dedicação em se adaptar em um ambiente que, até então, não tinha sido explorado por um surdo na universidade.
Orientador da pesquisa, o fundador do programa de pós-graduação em Ciências da Saúde, professor doutor Celmo Celeno Porto, destacou que a dissertação “é um marco para a instituição e para a comunidade surda”.
“Ser orientador dessa pesquisa foi algo muito gratificante para mim, pois eu não sabia como seria possível a nossa comunicação, foi um desafio. Mas a Renata foi uma aluna muito dedicada, esforçada, fez acontecer, e eu aprendi muito com ela. Ter a primeira surda defendendo a sua tese de mestrado mostra que novas maneiras de inclusão devem ser pensadas e praticadas na educação”, disse Porto.
Renata defendeu sua tese sobre a qualidade de vida dos surdos no ambiente familiar, em Goiás (Foto: Fernanda Borges/G1)Dissertação foi sobre a qualidade de vida dos surdos no ambiente familiar (Foto: Fernanda Borges/G1)
Renata se emocionou ao saber que teve tese aprovada, na UFG, em Goiás (Foto: Fernanda Borges/G1)Professora se emocionou ao saber que teve dissertação aprovada na UFG (Foto: Fernanda Borges/G1)
Desafios
Nascida em Goiânia, Renata contou que a surdez dela foi descoberta quando tinha 2 anos. Preocupados, os pais procuraram meios para que ela se desenvolvesse e pudesse estudar. Como não existiam muitos recursos para inclusão de deficientes na época, eles a colocaram em escolas particulares, mas ainda assim ela precisou se adaptar ao ambiente escolar.
“A minha infância inteira apenas me comunicava por meio de gestos e leitura labial, mas sempre ia a médicos, fonoaudiólogos, buscando meu desenvolvimento. Só aos 19 anos tive contato com outros surdos, em uma associação, e descobri a Libras. Meu aprendizado nessa linguagem foi tardio, mas meus pais e duas irmãs entenderam a minha necessidade e isso foi importante”, relatou a professora.
Meu sonho é fazer um doutorado. Esse será meu objetivo daqui para a frente"
Renata Garcia, 1ª aluna surda de pós-graduação da UFG
Após concluir o ensino médio, Renata se graduou em artes plásticas pela UFG. Depois, ela decidiu cursar Letras-Libras pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). As aulas eram ministradas à distância, em um polo no Instituto Federal de Goiás (IFG). Em 2011, ela se tornou professora de Libras na Faculdade de Letras da UFG, onde trabalha atualmente.
Apesar das duas graduações, a professora queria ir além e passou a integrar o programa de pós-graduação em Ciências da Saúde. Ela acompanhou as aulas como todos os demais participantes e, nos últimos quatro meses, contou com a ajuda de intérpretes de Libras para se comunicar com o orientador e tirar dúvidas sobre a pesquisa.
Uma delas foi Williane de Oliveira, de 26 anos, que integra o núcleo de Libras da UFG. Segundo ela, que também é filha de pai surdo, a experiência de ajudar a professora foi muito gratificante. “Foi uma experiência nova e complexa, já que existem muitos termos técnicos e é difícil muitas vezes transmitir todos os detalhes da comunicação. Mas a Renata entende plenamente bem o que os ouvintes falam e, quando tinha dúvidas, perguntava. Ela se esforçou muito”, relatou.
Além de Williane, a intérprete de Libras Jakeline Goulart, de 22 anos, também auxiliou a professora durante a defesa da dissertação de mestrado. “Estou muito feliz por ela”, disse.
Intérpretes Jakeline e Williane ajudaram Renata durante a defesa da tese, em Goiás (Foto: Fernanda Borges/G1)Intérpretes Jakeline e Williane ajudaram Renata durante a defesa do mestrado (Foto: Fernanda Borges/G1)
Orgulho
Além dos docentes, familiares e amigos surdos de Renata estiveram presentes na apresentação. Orgulhoso, o marido dela, Gilmar Garcia, que também é surdo e com quem é casada há 15 anos, fez questão de destacar, em Libras, que a professora se dedicou muito à tese.
“Hoje é um dia especial, é o dia da Renata. Eu vi de perto o esforço dela para atingir esse objetivo. Ela conseguiu. Te amo muito”, disse ele ao entregar um buquê de rosas à esposa.
Pai da professora, o advogado Humberto de Oliveira, de 67 anos, também fez questão de parabenizar. “Estou muito orgulhoso dela. Foram muitas dificuldades, principalmente na infância, pois naquela época não tinham muitas opções de inclusão. Mas ela se adaptou à realidade dos ouvintes e hoje tem muita facilidade em tudo o que faz. Ela sempre foi dedicada e somou muitos resultados positivos”, afirmou.
A mãe de Renata, a dona de casa Divina Rodrigues de Oliveira, de 67, disse que estava “repleta de felicidade”. “Eu nunca imaginei que ela chegaria tão longe, mas a gente sempre trabalhou para que ela chegasse lá. Mesmo assim o mérito é todo dela, que mereceu estar onde está agora”, ressaltou.
Para a professora, o mestrado ainda não é o limite. “Meu sonho é fazer um doutorado. Esse será meu objetivo daqui para a frente”, conclui Renata. 
Renata ao lado do orientador e professores da banca avaliadora, na UFG, em Goiás (Foto: Fernanda Borges/G1)Renata ao lado do orientador e professores da banca avaliadora, na UFG (Foto: Fernanda Borges/G1)
Familiares de Renata a prestigiaram durante defesa da tese de mestrado, em Goiás (Foto: Fernanda Borges/G1)Familiares de Renata a prestigiaram durante defesa da dissertação de mestrado (Foto: Fernanda Borges/G1)

http://glo.bo/1our9w3

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Gallaudet estabelecida quinta colaboração colégio da comunidade para beneficiar estudantes de interpretação

Gallaudet estabelecida quinta colaboração colégio da comunidade para beneficiar estudantes de interpretação.

Uma captura de tela da cerimônia de assinatura do acordo de articulação que foi realizado através Fuze. Este tiro de comemoração foi tomada depois de ambas as escolas assinaram o acordo.

Em 19 de Maio, 2016, Universidade Gallaudet estabeleceu um acordo de colaboração com John A. Logan College (JALC), em Carterville, Ill., Para permitir aos alunos no período de dois anos Interpreter Programa de Preparação para a JALC para transferir créditos em quatro anos de Gallaudet Bachelor of Arts em programa de Interpretação.

No Gallaudet, os estudantes vivem e estudam com surdos e ouvir as pessoas dos Estados Unidos e no exterior do campus bilingue da Universidade. Gallaudet tem acordos semelhantes com Central Piedmont Community College, em Charlotte, N. C., Austin Community College, em Austin, Texas, Front Range Community College, em Westminster, Colo., E Ohlone College em Fremont, Califórnia.

Gallaudet e JALC realizou um acordo cerimônia de assinatura articulação em 19 de maio para comemorar a parceria.

"Nosso objetivo é que nossos alunos para melhorar os serviços de interpretação em todo o país, não apenas aqui em Washington, DC", disse Melanie Metzger, presidente do Departamento de Interpretação Gallaudet. "O campo de interpretação mudou muito. Ela costumava ser que os intérpretes eram principalmente de dentro da comunidade surda. Nos últimos anos, mais oportunidades de ensino formais apareceu, com novos programas de desenvolvimento. Hoje, pode haver mais intérpretes que passaram por um programa de quatro anos cheio do que estes que estão de dentro da comunidade surda ".

"A influência da Universidade Gallaudet se estende muito além de Washington, DC, como nós somos um farol reconhecido nacional e internacionalmente de esperança que está produzindo pesquisa influente em uma variedade de campos, incluindo a interpretação em linguagem gestual", disse o presidente Roberta J. Cordano. "Nosso corpo docente e os estudantes vêm de todo o mundo e quando os nossos alunos são terminou com seus estudos, eles saem para o mundo, pronto para começar a interpretação profissional e pronto para influenciar o mundo da investigação interpretação em linguagem gestual."

"Estamos muito satisfeitos em continuar nossa parceria com a Universidade Gallaudet," disse o Dr. Ron House, presidente JALC. "Esta parceria é uma combinação perfeita. Gallaudet é nacionalmente respeitado para educar surdos e alunos ouvintes, e Programa de Preparação para o intérprete de John A. Logan College tem uma longa história e reputação nacional para a preparação de intérpretes para servir os surdos e duros de ouvido. "

Gallaudet é a única universidade no mundo a oferecer programas de interpretação a partir do nível de bacharel para o nível de doutorado dentro de um ambiente imersivo linguagem de sinais. laboratórios de interpretação interativos premiados da Gallaudet preparar os estudantes para uma carreira de alta demanda por meio de treinamento prático em uma variedade de configurações de medicina, negócios, educação e governo.

Graduados de programas de graduação a interpretação de Gallaudet trabalhar em uma variedade de configurações para organizações, indivíduos e agências governamentais. Alunos dos programas de trabalho em ambientes tais como negócios, educação, governo, teatro, medicina, direito, cuidados de saúde e de retransmissão de vídeo.

As aulas de interpretação são otimizados para meio de ensino ASL e salas de aula são equipadas para atender às necessidades do campo avançando rapidamente de interpretação. As comodidades do departamento incluem ferramentas que permitem a gravação de dramatização interpretação ao vivo e interativo, a videoconferência para colaboração nacional e global entre estudantes e professores, e cabines de gravação privadas e estações de computador central para atividades individuais e de classe. O Centro para o Avanço da Interpretação e Pesquisa de Tradução inclui uma biblioteca, salas de filmagens, vídeo centro de simulação serviços de retransmissão (VRS) e baías de pesquisa do estudante com vídeo e software estatístico.

"Esta colaboração tem várias intenções diferentes; uma das principais intenções são para ajudar os alunos de pós-graduação a partir de John A. Logan College, com uma transição suave e rápida. Esse é o objetivo principal. Gallaudet é um excelente lugar para estudantes e intérpretes para vir junto de diferentes lugares em todo e compartilhar diferentes perspectivas ", disse o Dr. Keith Cagle, coordenador do Bachelor of Arts em programa de Interpretação. "Depois de se formar e voltar para casa, eu espero ver estes intérpretes se tornarem líderes e ajudar a desenvolver uma rede. Eles poderiam se tornar líderes em sua cidade natal, seu estado, seu país e até do mundo. "

"John A. Logan College teve o privilégio de um Centro Regional da Universidade Gallaudet (GURC) em nosso campus desde 2010. Em fortalecendo nossa parceria com Gallaudet através deste acordo, estamos agora em condições de oferecer aos alunos um percurso educativo que é simplificado, que provou-se para impactar o sucesso do aluno durante o processo de transferência e além. Esta colaboração terá impacto sobre a vida dos nossos alunos, e os surdos e difícil de comunidade, que é uma situação win-win de ouvir ", disse o Dr. Laurel Klinkenberg, vice-presidente da Instrução de John A. Logan.

Escrito por Kaitlin Luna
Publicado em 27 de maio de 2016

NC Notícias 05-06-2016