quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

Como iniciar um ministério com surdos na igreja


Por Saulo Xavier de Souza

Ultimamente, as igrejas brasileiras vêm sendo encorajadas a enxergar e alcançar os segmentos menos evangelizados. Nesse grupo, estão os surdos que, hoje, perfazem quase 5% da população. Porém, antes de pensar ministerialmente sobre eles, é preciso entendê-los.

Dentro do universo de 9,7 milhões de pessoas, segundo informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE [1], existem diferentes subgrupos, que incluem as pessoas com alguma dificuldade de ouvir, como também aquelas com grande dificuldade de ouvir, e ainda, as que não conseguem ouvir de modo algum. No caso dos que nada escutam, sabe-se que somavam, em 2010, 347.481 pessoas. Geralmente, essas são usuárias da Língua Brasileira de Sinais (Libras) como instrumento de comunicação e se entendem como possuidoras de uma identidade cultural própria. Inclusive, há vários jovens nesse grupo, outros com escolarização entre Ensino Médio e Superior Completos e ainda, os que dispõem de um alto grau de engajamento social e político com seus pares. Mas, como alcançaremos esse grupo que, hoje, tem 0,28% de crentes em Jesus entre eles? Quais seriam os primeiros passos para começar um ministério com surdos na igreja local?

Para evitar prescrições estritas, trago aqui dicas básicas. O primeiro deles é de âmbito pastoral: conscientizar a igreja, por meio da Bíblia, sobre o seu papel acolhedor da comunidade. É muito importante partir dessa premissa, porque, a partir dela, pode-se gerar um ambiente acolhedor na igreja local para todos os segmentos minoritários.

Em segundo lugar, dando um passo mais técnico, pode-se preparar a igreja para o desenvolvimento do Ministério com Surdos, com orientações especializadas, como também, por intermédio de cursos de Libras. Vale lembrar que o foco é entender que o Surdo quer se sentir acolhido, tanto no aspecto cultural e linguístico quanto no emocional e espiritual, assim como qualquer pessoa que anseia conhecer mais de Deus e de Sua Palavra junto ao Seu povo.

Finalmente, um terceiro passo seria mais prático e voltado a desenvolver um plano de ação para a igreja a fim de acolher, tanto os Surdos quanto seus familiares, envolvendo-os desde a tradução de cultos e outras programações até o engajamento na igreja, a partir da atuação de pessoas preparadas para esse ofício ministerial. Vale lembrar que, como agentes de reconciliação, a igreja local pode ser um espaço em que eles são amados como são: como surdos brasileiros. Por isso, um plano de ação de acolhimento é fundamental!

Essas três dicas evitam “o mais do mesmo” que vem sendo feito: dedicação exaustiva à Libras e à tradução dos cultos. Isso é necessário, mas incluir surdos vai além. Precisamos de discipulado, formação teológica de obreiros e lideranças, e ainda, da Bíblia 100% em Libras, bem como, de material teológico de apoio ao serviço ministerial.

Nesse contexto, devemos ser uma Igreja que leve o surdo a reconhecer e adorar a Deus, mas também, a servi-Lo, em Sua presença, em amor. Os surdos podem se desenvolver integralmente em suas vocações, talentos, dons e ministérios e, não só podem como devem ser potencializados nisso. Por outro lado, os surdos também podem ser atendidos à medida em que se sintam à vontade para expor suas necessidades: algum ajuste acústico para melhorar a compreensão? Mudança de lugar para evitar microfonia no aparelho auditivo? Atendimento para auxiliar a lidar com os efeitos do envelhecimento? Enfim, ambos os grupos têm muito a nos dizer. O que nos resta é lhes oferecer um ambiente em que possam nos falar à vontade.

Temos diante de nós uma nova e poderosa geração de surdos emergindo. Eles estão estudando, se especializando, viajando pelo mundo, aprendendo outras culturas, mas, assim como o eunuco de Atos 8, permanecem nos sinalizando, dizendo: “como poderei entender se alguém não me conduzir ao entendimento?”. Então, está mais do que na hora da Igreja Brasileira aprender a ouvi-los e, junto deles, lhes anunciar Jesus, em graça e verdade.

Nota:
1. http://www.pessoacomdeficiencia.gov.br/app/indicadores/censo-2010. Acesso em 23/10/2017, às 12:00.


• Saulo Xavier de Souza, jornalista, tradutor, intérprete, professor e pesquisador de Língua de Sinais, mestre e doutorando em Estudos da Tradução pela Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC. Saulo tem 34 anos e é missionário da Missão Kairós em Bangkok, na Tailândia. +Info: contato@terradoslivres.org.

pesquisa:

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

"Viva a diferença"

Convenção Batista lança gibi contra a ideologia de gênero: “Serão atingidos 2 milhões de batistas”, diz psicóloga




A Convenção Batista Brasileira (CBB) lançou no último dia 20 o gibi “Viva a Diferença”, que tem como objetivo combater o avanço da ideologia de gênero entre os batistas não apenas do Brasil, mas de todo o mundo, segundo informações repassadas  ao Gospel Mais pela psicóloga Marisa Lobo, responsável pelo texto do gibi.

O lançamento do “Viva a Diferença” aconteceu na Igreja Batista do Bacacheri, em Curitiba, e contou com a presença de várias lideranças batistas, entre elas o Presidente da CBB, pastor Luiz Roberto Sivaldo e o Diretor Executivo da instituição, pastor Sócrates Oliveira de Souza, além de outros.
A intenção da CBB é que todas às pessoas tenham acesso ao gibi, gratuitamente. Para isso, a instituição criou um site onde disponibiliza a versão digital do Viva a Diferença para download. O site descreve o objetivo do lançamento:
“O projeto “Viva a diferença” tem o objetivo educar, nossas crianças cristãs, conforme ensinamentos bíblicos, verdade biológica, direitos adquiridos pela Constituição Federal”, diz o texto, explicando também que o material é “ideal para faixa etária de 4 a 8 anos” e que pode ser lido “no celular, tablet, computador, smarTv e na versão impressa”.
A psicóloga Marisa Lobo comentou o lançamento, dizendo que a Convenção Batista está se mobilizando para que o material seja entregue ao maior número possível de fiéis:
“A Convenção garantiu que serão atingidos 2 milhões de batistas. Escolas confessionais estão se mobilizando em todo Brasil para imprimir e entregar para seus alunos”, disse ela, garantindo que “os e-books estão sendo baixados aos milhares” no site do material.
Ainda segundo a psicóloga, a intenção é ajudar os pais e às lideranças na orientação das crianças sobre a sexualidade, segundo os ensinamentos bíblicos e em conformidade com a ciência:
“As crianças são levadas de forma lúdica a confirmar a grandeza de sua identidade e como é bom ser menino e menina em concordância com sexo de nascimento, viver em equilíbrio com sua natureza humana, criada e gerada por Deus, conforme atesta a ciência, a lógica, a historia e a moral da humanidade”, disse ela.
O Presidente da Convenção Batista Brasileira, pastor Luiz Roberto Sivaldo, também comentou o lançamento em sua página oficial no Facebook, destacando que a orientação da CBB quanto ao tema possui fundamento constitucional:
“Temos o direito constitucional de viver conforme nossas tradições e fé. Como cristãos ensinamos nossas crianças que elas são diferentes, nasceram diferentes, possuem sexos diferentes e uma identidade única em concordância com sua biologia e cultura, gerada e criada à imagem e semelhança de Deus”, escreveu ele.
Para baixar gratuitamente o gibi Viva a Diferença, você pode clicar AQUI ou entrar no site www.vivaadiferenca.com.br
https://www.youtube.com/watch?v=7ntpiUMM2IU&feature=youtu.be

sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Informativo DOT 01



Queridos, o Boletim DOT Brasil que o pastor Paul está produzindo ficou lindo! É bilíngue, em português e em libras.

terça-feira, 2 de julho de 2019

DOT BRASIL TRADUÇÃO DA BÍBLIA EM LIBRAS


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segunda-feira, 24 de junho de 2019

Muito lindo motivando surdos Libras


Primeira-dama em FORTALEZA

Primeira-dama do País receberá título de cidadania de Fortaleza no Colégio Militar.

A solenidade de entrega do título de Cidadão Fortalezense à Primeira-Dama do País, Michelle Bolsonaro, ocorrerá às 14 horas das próxima segunda-feira, no Colégio Militar. A informação é da vereadora Priscila Costa (`RTB), autora da proposta.
Michelle virá acompanhada da ministra Damares Alves, da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, pois, pela manhã, no Vila do Mar (Grande Pirambu), lançará programa voltado para os idosos e ainda entregará um laboratório de inclusão digital para esse segmento.
Haverá almoço no restaurante Coco Bambu, oferecido pelos donos do estabelecimento.

segunda-feira, 13 de maio de 2019

Poluição plástica nos mares: problemas para a fauna e para o ser humano






Pesquisadores da The University of Western Australia e da CSIRO Wealth from Oceans Flagship fizeram um estudo, ao fim de 2013, em que puderam apurar que a cada quilômetro quadrado de água da superfície do mar australiano está contaminado por cerca de quatro mil pequenos fragmentos de plástico. Essa pesquisa permitiu o primeiro mapeamento de plásticos flutuantes marinhos no litoral australiano. O professor Charitha Pattiaratchi afirmou que, em hotspots ("pontos quentes" - regiões de grande biodiversidade), plásticos foram encontrados no mar perto de áreas densamente povoadas, em regiões em que as correntes oceânicas convergem. Mas esse problema está muito mais próximo do que podemos imaginar.

Medidas estão sendo tomadas, mas impacto ambiental continua grande






No litoral brasileiro, a maior parte de lixo marinho é plástico. Fatores como o descarte incorreto dos banhistas, de embarcações e falta de coleta seletiva em determinadas regiões faz com que esse resíduo sólido entre em contato no ambiente marinho e acarrete diversos tipos de problemas para o ecossistema.
No país, o aumento de consumo de peixe aumentou 196% entre 2002 e 2010, conforme último levantamento feito pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA). Isso tem gerado preocupações, uma vez que existe o problema com relação à toxicidade do plástico em animais marinhos. Pesquisas realizadas no Brasil comprovaram que alguns peixes apresentam alto índice de toxinas pesadas em seu organismo e isto está diretamente ligado à poluição de plásticos nos mares, rios e oceanos.
O professor Alexander Turra do Laboratório de Manejo, Ecologia e Conservação Marinha do Instituto Oceanográfico, criado no ano de 2012, quer coletar e monitorar o lixo marinho com o objetivo de compreender a fonte do resíduo, identificar características como: tipos, materiais, porcentagem, número e peso. O projeto monitora seis praias do litoral de São Paulo e está em expansão para abranger um maior número de praias.
Problemas como formação de ilhas de plásticos nos oceanosasfixiaingestãoenvenenamento em animais marinhos, são resultantes do lixo humano nos mares. Estudos realizados no atum destinado ao consumo humano detectaram microplásticos em seu estômago, o que significa que também estamos expostos a esse problema. “Há cada vez mais evidências de que animais marinhos, que vão desde o plâncton às baleias, ingerem grandes quantidades de plásticos carregados de poluentes, que possa então ser incorporado na cadeia alimentar”, explica Doutor Reisser, PHD do UWA Oceans Institute.
Os plásticos têm altos índices de absorção de poluentes e substâncias tóxicas e podem sofrer alteração com a exposição aos raios ultra violetas e a água salgada, juntando-se ao plâncton. Logo, um peixe ou qualquer tipo de animal marinho que se alimente desses materiais corre o risco de contaminação.
Há investimentos em tecnologias que podem ajudar nesse controle do lixo humano, como o desenvolvimento do "robô aquático" que navega pelos oceanos coletando plásticos e do "filtro auto-sustentável marinho", que filtra o resíduo de diversos tamanhos. E também há o processamento do plástico encontrado no oceano para utilizar na produção de embalagens como a "garrafa feita de plástico do oceano". Essas iniciativas junto com outras podem contribuir na redução desse material nos oceanos, mas ainda são muito iniciais.
Se você tem dúvidas de onde descartar aquele material que você não utiliza mais, Veja locais onde você possa descartar corretamente e evite contribuir para aumentar a poluição marinha.
FONTE:


DOCUMENTARIOS E FILMES

DICAS DE DOCUMENTÁRIOS E FILMES INTERESSANTES


DOCUMENTÁRIO: SOU SURDA E NÃO SABIA

A história é de uma moça (Sandrine) que nasce surda em uma família de ouvintes! conta sua trajetória e descobertas em relação  a surdez, relações com com a língua de sinais, em como ser surda na família, dificuldades de uma socialização e escolarização sendo surda sinalizante e superações!
Muito bom!
Recomendado!

SOU SURDA E NÃO SABIA

https://www.youtube.com/watch?v=PymXMyz3nSk- CLIQUE AQUI

OU






FAMÍLIA BÉLIER 

Filme Francês que conta sobre a realidade de uma família de surdos, suas especificidades culturais e suas problemáticas, como também situações de uma filha ouvinte (CODA- Child of Deaf Adults). MUITO BOM!!

FAMÍLIA BÉLIER CLIQUE AQUI

OU






SOU SURDO
Documentário dinâmico com depoimentos de surdos adultos e crianças, onde explicam sobre a Leis de Libras, hábitos, costumes e maneiras de compreender a surdez e a Língua de sinais.







ENFOQUE SOBRE A SURDEZ

Documentário muito interessante onde a personagem surda mostra as diversas dificuldades e especifidades enquanto ser surda numa comunidade que não está preparada para receber surdos sinalizantes, deficientes auditivos oralizados, etc. Também mostra o quanto é complexo esse contato social e ao mesmo tempo nos faz refletir o quanto devemos mudar as condutas, conhecimento e relação diante a surdez e a língua de sinais.







IDENTIDADE SURDA

Documentário muito bom e antigo, porém muito atual, ao qual nos mostra depoimentos verídicos de surdos e familiares com filhos surdos, diante as dificuldades, as potencialidades e explicações quanto a surdez, língua de sinais e generalidades relacionado à surdez.

https://www.youtube.com/watch?v=9PJwvv7PTcg        parte 1 - CLIQUE AQUI
https://www.youtube.com/watch?v=qKatRoeT9ww       parte 2 - CLIQUE AQUI





SOZINHO NUM MUNDO DE OUVINTES

Documentário que mostra a realidade de um jovem surdo, as problemáticas em ser surdo num mundo de ouvintes, sem acesso aos bens e participação social diante preconceitos linguísticos e estereotipados em relação ao sujeito surdos. Nos traz reflexões em relação a sociedade e visão do surdo, sua família e a não aceitação e maneiras de lidar na vida cotidiana. Muito bom!







VOCÊ SABIA? A DIFERENÇA ENTRE OS TERMOS SURDO E DEFICIENTE AUDITIVO


Você sabia? Diferença de surdo e deficiente auditivo - CLIQUE AQUI





DOCUMENTÁRIO - SOM E FÚRIA



Trata sobe as questões perpassadas por famílias que aderem ao implante coclear e as famílias que utilizam a Língua de sinais.

SOM E FÚRIA - CLIQUE AQUI





SOM E FÚRIA 6 ANOS DEPOIS


Sound and Fury Six Years Later documentary- com legenda somente em Português

Sound and Fury Six Years Later Som e Fúria 6 Anos DepoisCLIQUE AQUI




  DOIS MUNDOS




Dois Mundos - Versão Libras

Dois Mundos - Versão em Libras - CLIQUE AQUI





BLACK

Filme Black Legendado Português - CLIQUE AQUI






O PAÍS DOS SURDOS



O País dos Surdos (Les Pays des Sourds, 1992)
No youtube tem uma sequência de partes de 1 até 5.  Segue abaixo:




 MR. HOLLAND - Adorável Professor





Jonah é um jovem surdo que recebe um diagnóstico errado de retardo mental e leva uma vida repleta de frustrações, até que seus talentos são reconhecidos.
DUBLADO:
https://www.youtube.com/watch?v=3Z0_CAQlIzY


LEGENDADO: