domingo, 31 de julho de 2016

Sentidos da Vida - Cegos e Surdos vivenciando Fortaleza

Sentidos da Vida: cegos e surdos vivenciando Fortaleza


A reportagem “Sentidos da vida” também é uma proposta a – de olhos fechados ou ouvidos cerrados – vivenciar a urbe e os processos sociais do cotidiano, buscando aguçar uns e outros sentidos do corpo humano e experimentar as sensações que têm cegos ou surdos ao atravessarem os tantos caminhos ou descaminhos da cidade.Texto: Dahiana Araújo
SILÊNCIO E ESCUROS DA CIDADE
Este texto é um convite: feche os olhos ou tape os ouvidos e saia por aí. Teste, por instantes, vivenciar Fortaleza sem usar um de seus cinco sentidos – audição, visão, olfato, tato ou até paladar. Porque a Capital cearense, com uma população de 8.169 cegos ou 4.970 surdos, é uma espécie de convite a infinitos, de ruas, bares, prédios, lares, mares. De pessoas...

Em Fortaleza vivem 13.139 deficientes visuais e auditivos
Fonte: Censo (2010).

Deficientes Visuais
Não enxergam de forma alguma

Deficiente Auditivos
Não ouvem de forma alguma

Fortaleza, 9 de julho de 1980. O papa João Paulo II desembarcava na Base Aérea da capital cearense. Tumulto, choro, gritos de alegria, emoção, fé e uma vontade imensa de chegar perto ou, pelo menos, ver de longe o pontífice. Deu certo. Contudo, foi essa a última vez que Marta Maria Santiago Moreira, hoje com 55 anos de idade, enxergou. Agora, ela admite: vê com os dedos e os ouvidos e caminha pela cidade tendo a sensação de estar em uma espécie de gangorra, no sobe e desce diário das calçadas da Aldeota.

Se o barulho é o guia diário de Marta, o silêncio é o companheiro de Carlos Henrique Aguiar, 41 anos, o Cacá, nos mares da cidade ou nas ciclovias e ciclofaixas de avenidas como a Santos Dumont. Também praticante de kitesurf, há 15 anos, Cacá encontra nas águas do mar e nas pedaladas a caminho do trabalho a mesma impressão: “Dá uma sensação de liberdade”.
Os dois, Marta e Cacá, convivem constantemente com a ausência de um dos sentidos: a visão ou audição. Como eles, milhares de pessoas em Fortaleza, que transitam entre ruas e residências tendo como trajetos rotas escuras e sem sons, mas que vão além desses limites: tornam-se caminhos guiados por cheiros, buzinas, pedregulhos, muros e músicas. Ao todo, segundo dados do Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a cidade tem uma população de 8.169 pessoas cegas e 4.970 surdas, que sentem as faltas e completudes da urbe aguçando sentidos diversos e para além do corpo humano, sentidos da vida.
E essa espécie de diálogo com o mar é a preferência recorrente de Cacá, que já nasceu surdo. “Eu pratico kitesurf há 15 anos e não preciso de ajuda especial para entrar no mar. A gente anda em grupo por causa da segurança. Em Fortaleza, o velejo aos domingos é proibido, e está certo, porque já aconteceram alguns acidentes”, revela, ao admitir também a preferência por locais com menos gente, mais tranquilos.
“Ando de bicicleta porque acho mais rápido, o custo é menor, tem o preço da gasolina. Você chega antes nos locais por causa dos engarrafamentos. E eu não tenho vergonha. Sábado e domingo ando de carro, porém prefiro ir trabalhar de bicicleta. Se alguém buzina, sinto a vibração, mas não sei de onde vem."Carlos Henrique, 41 anos
Sua rota segue adiante, sobre rodas da bicicleta que usa para fugir do caos e da lentidão do trânsito. “Saio de casa às 5h30 para o trabalho. Ando de bicicleta porque acho mais rápido, o custo é menor, tem o preço da gasolina. Você chega antes nos locais por causa dos engarrafamentos. E eu não tenho vergonha. Sábado e domingo ando de carro, porém prefiro ir trabalhar de bicicleta. Se alguém buzina, sinto a vibração, mas não sei de onde vem”, explica. Ele cobra de condutores de veículos mais respeito com ciclistas, principalmente motoristas de ônibus e caminhões. “Eu não tenho na bicicleta nada que identifique que eu sou surdo”.
Em um cenário em que barulhos de buzinas e obras são corriqueiros, Marta ressalta a eficiência de sua audição, fortalecida desde que começou a perder a visão, um processo iniciado aos 12 anos de idade. “A minha audição é muito perigosa”, diz ela, aos risos. Por conta disso, prefere realizar à noite os trabalhos de decupagem de pregações de eventos, um serviço do ministério do qual faz parte na Comunidade Católica Shalom.
Formada em Pedagogia, na Universidade Vale do Acaraú (UVA), onde assistiu às aulas presenciais, Marta só sai de casa acompanhada, e admite não se ausentar muito do seu reduto residencial. Todavia, entre as poucas palavras de lamento sobre a Capital, ela reclama da má estrutura de espaços para pedestres. “Nesse meu reduto, onde ando aqui, não tem acessbilidade. As calçadas são péssimas, a gente tem que ir pelo canto da rua (José Lourenço)”.
Entre vivências diárias de dilemas e sorrisos, eles esbarram em limites estruturais e sociais, comuns a todas as cidades do País, como a falta de pessoas aptas a comunicarem-se por meio da Língua Brasileira de Sinais (Libras). Amenizar esses percalços é papel de todos: família, sociedade e poder público. Diante de um cenário ainda precário, nasceu a Associação Cearense dos Surdos (Asce), em 1977, empenhada em fomentar a interação entre as pessoas surdas. A finalidade era que, em vez de essas pessoas ficarem dentro de casa se comunicando por meio de gestos incorretos, pudessem manter laços de convivência quando a Libras ainda nem era difundida no País. Hoje, com cerca de 67 sócios, o espaço já não é a opção da maior parte da comunidade surda da cidade, porém ainda tem papel relevante na formação de surdos, intérpretes e na manutenção das peculiaridades da comunidade surda.

Reportagem completa:
http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/cadernos/cidade/online/sentidos-da-vida-cegos-e-surdos-vivenciando-fortaleza-1.1591054

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Jovem surdo busca junto à Anac o direito de pilotar aeronaves no Brasil - Deficiente Ciente

Jovem surdo busca junto à Anac o direito de pilotar aeronaves no Brasil - Deficiente Ciente: João Paulo Marinho, 28, foi certificado em 2013 como piloto privado. Ele tenta mudar a legislação nacional incluindo o Padrão Surdo da Aviação. Credenciado em 2013 como o primeiro piloto surdo do Brasil, segundo a escola de Aviação Civil NAV Treinamentos, o jovem alagoano João Paulo Marinho dos Santos, 28, que nasceu com perda da …

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Dever de pagar dúvidas ou perdoar


Pr. Ivan Machado

https://www.facebook.com/surdosnc/
ivanmachado@ignovacriacao.com.br
www.ignovacriacao.com.br
http://professorguiainterprete.blogspot.com.br/
@ignovacriacao

Dever de pagar dúvidas ou perdoar

Pr. Ivan Machado

https://www.facebook.com/surdosnc/
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www.ignovacriacao.com.br
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@ignovacriacao

terça-feira, 14 de junho de 2016

Era digital abre novas possibilidades de contato para jovens surdos

Era digital abre novas possibilidades de contato para jovens surdos

Acesso de surdos à internet e às redes sociais ajudou a reduzir o preconceito e a exclusão. E o celular também auxilia nessa conexão com o mundo.
















No Rio de Janeiro, num bairro simples, uma mãe sempre ansiosa acompanha os passos do filho. O dia do Marcelo começa cedo. Antes das seis da manhã ele já está de pé para ir para escola e essa autonomia, esse direito de ir pra escola sozinho sem preocupar tanto a mãe, foi conquistado graças à tecnologia.
A primeira caminhada do dia ainda é no escuro. São quase 20 minutos até a estação de trem. É perto, mas, em casa, a mamãe Mônica Mendonça já está com o celular na mão, teclando a primeira mensagem do dia.

Marcelo tem 19 anos e é um garoto muito esperto. O que faz a mãe controlar tanto a ida para escola é porque ele é surdo e tem dificuldade para se comunicar com quem não entende a língua de sinais. Quer dizer, tinha...
Marcelo fez um implante em um dos ouvidos que faz com que ele consiga registar alguns sons. O celular ajuda nessa conexão com o mundo.
Pouco mais de uma hora e meia depois de ter saído de casa, Marcelo chega à escola. Para a garotada da escola o acesso à internet e às redes sociais ajudou a reduzir o preconceito e a exclusão. Antes só era possível conversar por leitura labial, mímica ou o domínio da língua brasileira de sinais que poucos têm no país. A era digital abriu novas possibilidades de contato e o mundo para eles ficou um lugar bem mais interessante.
Estar conectado é poder decifrar uma realidade sem sons, que fala através das imagens.
Era digital abre novas possibilidades de contato para jovens surdos (Grep) (Foto: Reprodução Globo Repórter)Marcelo é surdo e o celular o ajuda a se comunicar
Internet permite trabalho em casa
A internet encurtou mesmo os caminhos, facilitou, aproximou, fez a gente ganhar tempo. Mas o que estamos fazendo com esse tempo? Sabemos aproveitá-lo?
Patrícia é designer e cria convites para festas. Na sua casa faz suas reuniões virtuais e seu trabalho real.
Numa casa a internet está em todas. É com ela que o Henrique também ganha a vida. Ele é professor de tecnologia numa faculdade e agora está seguindo por um novo campo de trabalho: aulas a distância, via internet.
Patrícia só precisa sair para levar o material na gráfica. Somando as horas que ela perdia no trânsito e as horas de trabalho fora de casa, ela está no lucro.
Quem usa carro em São Paulo gasta, em média, duas horas e 38 minutos no trânsito todos os dias. Para acabar com esse estresse de vez, Patrícia recorreu à internet e decidiu levar o trabalho para dentro de casa.
http://g1.globo.com/globo-reporter/noticia/2016/03/era-digital-abre-novas-possibilidades-de-contato-para-jovens-surdos.htm
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Professora de Libras é a 1ª aluna surda a defender mestrado na UFG


Professora de Libras é a 1ª aluna surda a defender mestrado na UFG

Renata Garcia, 40, teve ajuda de intérpretes para apresentação, em Goiás.
Ela foi aprovada com pesquisa sobre qualidade de vida de pessoas surdas.

Fernanda BorgesDo G1 GO
Renata Rodrigues de Oliveira Garcia, 40, é a primeira surda a defender tese de mestrado na UFG, em Goiás (Foto: Fernanda Borges/G1)Renata Garcia, 40, é a primeira surda a defender mestrado na UFG (Foto: Fernanda Borges/G1)
  A professora de Língua Brasileira de Sinais (Libras) Renata Rodrigues de Oliveira Garcia, de 40 anos, é a primeira surda a defender uma dissertação de mestrado na Universidade Federal de Goiás (UFG). Ela foi avaliada por uma banca, na manhã desta quinta-feira (18), em Goiânia, quando apresentou, com ajuda de intérpretes, sua pesquisa sobre a qualidade de vida das pessoas com deficiência auditiva no ambiente familiar.
Renata, que foi a primeira aluna surda do programa de pós-graduação em Ciências da Saúde, da Faculdade de Medicina da UFG, se emocionou ao saber que foi aprovada.
“Estou muito feliz por ter chegado até aqui, apesar das dificuldades. Escolhi falar sobre esse tema, pois fui criada em uma família de ouvintes e sei como é complicado para que os surdos se comuniquem e tenham uma vida como todos os outros. Faltavam estudos sobre essa questão no Brasil”, disse ao G1, por meio de uma intérprete.
Na pesquisa, ela descobriu, por meio de questionários aplicados a surdos e aos seus familiares ouvintes, quais as principais barreiras entre as relações. “Descobri que a surdez não é o problema, pois os surdos se comunicam muito bem em Libras ou leitura de lábios, pois eles têm o visual. A dificuldade maior é que eles se façam entendidos pelos ouvintes. Essa questão é muito importante para a qualidade de vida”, explicou a professora durante a apresentação.
Após defender sua dissertação, ela acompanhou atenta as considerações dos componentes da banca e foi muito elogiada pelo esforço e dedicação em se adaptar em um ambiente que, até então, não tinha sido explorado por um surdo na universidade.
Orientador da pesquisa, o fundador do programa de pós-graduação em Ciências da Saúde, professor doutor Celmo Celeno Porto, destacou que a dissertação “é um marco para a instituição e para a comunidade surda”.
“Ser orientador dessa pesquisa foi algo muito gratificante para mim, pois eu não sabia como seria possível a nossa comunicação, foi um desafio. Mas a Renata foi uma aluna muito dedicada, esforçada, fez acontecer, e eu aprendi muito com ela. Ter a primeira surda defendendo a sua tese de mestrado mostra que novas maneiras de inclusão devem ser pensadas e praticadas na educação”, disse Porto.
Renata defendeu sua tese sobre a qualidade de vida dos surdos no ambiente familiar, em Goiás (Foto: Fernanda Borges/G1)Dissertação foi sobre a qualidade de vida dos surdos no ambiente familiar (Foto: Fernanda Borges/G1)
Renata se emocionou ao saber que teve tese aprovada, na UFG, em Goiás (Foto: Fernanda Borges/G1)Professora se emocionou ao saber que teve dissertação aprovada na UFG (Foto: Fernanda Borges/G1)
Desafios
Nascida em Goiânia, Renata contou que a surdez dela foi descoberta quando tinha 2 anos. Preocupados, os pais procuraram meios para que ela se desenvolvesse e pudesse estudar. Como não existiam muitos recursos para inclusão de deficientes na época, eles a colocaram em escolas particulares, mas ainda assim ela precisou se adaptar ao ambiente escolar.
“A minha infância inteira apenas me comunicava por meio de gestos e leitura labial, mas sempre ia a médicos, fonoaudiólogos, buscando meu desenvolvimento. Só aos 19 anos tive contato com outros surdos, em uma associação, e descobri a Libras. Meu aprendizado nessa linguagem foi tardio, mas meus pais e duas irmãs entenderam a minha necessidade e isso foi importante”, relatou a professora.
Meu sonho é fazer um doutorado. Esse será meu objetivo daqui para a frente"
Renata Garcia, 1ª aluna surda de pós-graduação da UFG
Após concluir o ensino médio, Renata se graduou em artes plásticas pela UFG. Depois, ela decidiu cursar Letras-Libras pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). As aulas eram ministradas à distância, em um polo no Instituto Federal de Goiás (IFG). Em 2011, ela se tornou professora de Libras na Faculdade de Letras da UFG, onde trabalha atualmente.
Apesar das duas graduações, a professora queria ir além e passou a integrar o programa de pós-graduação em Ciências da Saúde. Ela acompanhou as aulas como todos os demais participantes e, nos últimos quatro meses, contou com a ajuda de intérpretes de Libras para se comunicar com o orientador e tirar dúvidas sobre a pesquisa.
Uma delas foi Williane de Oliveira, de 26 anos, que integra o núcleo de Libras da UFG. Segundo ela, que também é filha de pai surdo, a experiência de ajudar a professora foi muito gratificante. “Foi uma experiência nova e complexa, já que existem muitos termos técnicos e é difícil muitas vezes transmitir todos os detalhes da comunicação. Mas a Renata entende plenamente bem o que os ouvintes falam e, quando tinha dúvidas, perguntava. Ela se esforçou muito”, relatou.
Além de Williane, a intérprete de Libras Jakeline Goulart, de 22 anos, também auxiliou a professora durante a defesa da dissertação de mestrado. “Estou muito feliz por ela”, disse.
Intérpretes Jakeline e Williane ajudaram Renata durante a defesa da tese, em Goiás (Foto: Fernanda Borges/G1)Intérpretes Jakeline e Williane ajudaram Renata durante a defesa do mestrado (Foto: Fernanda Borges/G1)
Orgulho
Além dos docentes, familiares e amigos surdos de Renata estiveram presentes na apresentação. Orgulhoso, o marido dela, Gilmar Garcia, que também é surdo e com quem é casada há 15 anos, fez questão de destacar, em Libras, que a professora se dedicou muito à tese.
“Hoje é um dia especial, é o dia da Renata. Eu vi de perto o esforço dela para atingir esse objetivo. Ela conseguiu. Te amo muito”, disse ele ao entregar um buquê de rosas à esposa.
Pai da professora, o advogado Humberto de Oliveira, de 67 anos, também fez questão de parabenizar. “Estou muito orgulhoso dela. Foram muitas dificuldades, principalmente na infância, pois naquela época não tinham muitas opções de inclusão. Mas ela se adaptou à realidade dos ouvintes e hoje tem muita facilidade em tudo o que faz. Ela sempre foi dedicada e somou muitos resultados positivos”, afirmou.
A mãe de Renata, a dona de casa Divina Rodrigues de Oliveira, de 67, disse que estava “repleta de felicidade”. “Eu nunca imaginei que ela chegaria tão longe, mas a gente sempre trabalhou para que ela chegasse lá. Mesmo assim o mérito é todo dela, que mereceu estar onde está agora”, ressaltou.
Para a professora, o mestrado ainda não é o limite. “Meu sonho é fazer um doutorado. Esse será meu objetivo daqui para a frente”, conclui Renata. 
Renata ao lado do orientador e professores da banca avaliadora, na UFG, em Goiás (Foto: Fernanda Borges/G1)Renata ao lado do orientador e professores da banca avaliadora, na UFG (Foto: Fernanda Borges/G1)
Familiares de Renata a prestigiaram durante defesa da tese de mestrado, em Goiás (Foto: Fernanda Borges/G1)Familiares de Renata a prestigiaram durante defesa da dissertação de mestrado (Foto: Fernanda Borges/G1)

http://glo.bo/1our9w3

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Gallaudet estabelecida quinta colaboração colégio da comunidade para beneficiar estudantes de interpretação

Gallaudet estabelecida quinta colaboração colégio da comunidade para beneficiar estudantes de interpretação.

Uma captura de tela da cerimônia de assinatura do acordo de articulação que foi realizado através Fuze. Este tiro de comemoração foi tomada depois de ambas as escolas assinaram o acordo.

Em 19 de Maio, 2016, Universidade Gallaudet estabeleceu um acordo de colaboração com John A. Logan College (JALC), em Carterville, Ill., Para permitir aos alunos no período de dois anos Interpreter Programa de Preparação para a JALC para transferir créditos em quatro anos de Gallaudet Bachelor of Arts em programa de Interpretação.

No Gallaudet, os estudantes vivem e estudam com surdos e ouvir as pessoas dos Estados Unidos e no exterior do campus bilingue da Universidade. Gallaudet tem acordos semelhantes com Central Piedmont Community College, em Charlotte, N. C., Austin Community College, em Austin, Texas, Front Range Community College, em Westminster, Colo., E Ohlone College em Fremont, Califórnia.

Gallaudet e JALC realizou um acordo cerimônia de assinatura articulação em 19 de maio para comemorar a parceria.

"Nosso objetivo é que nossos alunos para melhorar os serviços de interpretação em todo o país, não apenas aqui em Washington, DC", disse Melanie Metzger, presidente do Departamento de Interpretação Gallaudet. "O campo de interpretação mudou muito. Ela costumava ser que os intérpretes eram principalmente de dentro da comunidade surda. Nos últimos anos, mais oportunidades de ensino formais apareceu, com novos programas de desenvolvimento. Hoje, pode haver mais intérpretes que passaram por um programa de quatro anos cheio do que estes que estão de dentro da comunidade surda ".

"A influência da Universidade Gallaudet se estende muito além de Washington, DC, como nós somos um farol reconhecido nacional e internacionalmente de esperança que está produzindo pesquisa influente em uma variedade de campos, incluindo a interpretação em linguagem gestual", disse o presidente Roberta J. Cordano. "Nosso corpo docente e os estudantes vêm de todo o mundo e quando os nossos alunos são terminou com seus estudos, eles saem para o mundo, pronto para começar a interpretação profissional e pronto para influenciar o mundo da investigação interpretação em linguagem gestual."

"Estamos muito satisfeitos em continuar nossa parceria com a Universidade Gallaudet," disse o Dr. Ron House, presidente JALC. "Esta parceria é uma combinação perfeita. Gallaudet é nacionalmente respeitado para educar surdos e alunos ouvintes, e Programa de Preparação para o intérprete de John A. Logan College tem uma longa história e reputação nacional para a preparação de intérpretes para servir os surdos e duros de ouvido. "

Gallaudet é a única universidade no mundo a oferecer programas de interpretação a partir do nível de bacharel para o nível de doutorado dentro de um ambiente imersivo linguagem de sinais. laboratórios de interpretação interativos premiados da Gallaudet preparar os estudantes para uma carreira de alta demanda por meio de treinamento prático em uma variedade de configurações de medicina, negócios, educação e governo.

Graduados de programas de graduação a interpretação de Gallaudet trabalhar em uma variedade de configurações para organizações, indivíduos e agências governamentais. Alunos dos programas de trabalho em ambientes tais como negócios, educação, governo, teatro, medicina, direito, cuidados de saúde e de retransmissão de vídeo.

As aulas de interpretação são otimizados para meio de ensino ASL e salas de aula são equipadas para atender às necessidades do campo avançando rapidamente de interpretação. As comodidades do departamento incluem ferramentas que permitem a gravação de dramatização interpretação ao vivo e interativo, a videoconferência para colaboração nacional e global entre estudantes e professores, e cabines de gravação privadas e estações de computador central para atividades individuais e de classe. O Centro para o Avanço da Interpretação e Pesquisa de Tradução inclui uma biblioteca, salas de filmagens, vídeo centro de simulação serviços de retransmissão (VRS) e baías de pesquisa do estudante com vídeo e software estatístico.

"Esta colaboração tem várias intenções diferentes; uma das principais intenções são para ajudar os alunos de pós-graduação a partir de John A. Logan College, com uma transição suave e rápida. Esse é o objetivo principal. Gallaudet é um excelente lugar para estudantes e intérpretes para vir junto de diferentes lugares em todo e compartilhar diferentes perspectivas ", disse o Dr. Keith Cagle, coordenador do Bachelor of Arts em programa de Interpretação. "Depois de se formar e voltar para casa, eu espero ver estes intérpretes se tornarem líderes e ajudar a desenvolver uma rede. Eles poderiam se tornar líderes em sua cidade natal, seu estado, seu país e até do mundo. "

"John A. Logan College teve o privilégio de um Centro Regional da Universidade Gallaudet (GURC) em nosso campus desde 2010. Em fortalecendo nossa parceria com Gallaudet através deste acordo, estamos agora em condições de oferecer aos alunos um percurso educativo que é simplificado, que provou-se para impactar o sucesso do aluno durante o processo de transferência e além. Esta colaboração terá impacto sobre a vida dos nossos alunos, e os surdos e difícil de comunidade, que é uma situação win-win de ouvir ", disse o Dr. Laurel Klinkenberg, vice-presidente da Instrução de John A. Logan.

Escrito por Kaitlin Luna
Publicado em 27 de maio de 2016

NC Notícias 05-06-2016

terça-feira, 24 de maio de 2016

QUAL SEU NOME?


A LINGUAGEM DO CORAÇÃO.

Filme: A LINGUAGEM DO CORAÇÃO.
Nascida surda e cega em 1885, Marie Heurtin, de 14 anos, é incapaz de comunicar. O pai, um artesão modesto, em desespero, dirige-se a um convento onde as religiosas providenciam apoio a jovens meninas surdas. Apesar do ceticismo da Madre Superiora, uma jovem freira, a Irmã Margarida, crê que consegue lidar com o “pequeno animal selvagem” que é Marie. 


Emoticon heart

domingo, 24 de abril de 2016

Hoje, 24 de Abril, celebramos o Dia Nacional da Libras


Hoje, 24 de Abril, celebramos o Dia Nacional da Libras referente à lei 10.436 de 24 de Abril de 2002 que sancionou a Libras como língua oficial do Brasil. 
Avante Comunidade Surda !!! Avante Libras !!! 👐

quinta-feira, 21 de abril de 2016

ASL - Recanto - Oposto palavras em ASL

https://www.facebook.com/DEAF-TV-Country-703289143037595/

ASL - História 1-10-O Chase

https://www.facebook.com/DEAF-TV-Country-703289143037595/

ASL - Mão abraço / Língua de Sinais Americana

https://www.facebook.com/DEAF-TV-Country-703289143037595/

ASL - Língua de Sinais Americana

Porque é que eu assino? Eu estou feliz que você pediu... Para mim, eu não tenho escolha, pois veio para mim como peixe tomar a água. Eu nasci para surdo de terceira geração da família então sempre tive acesso a comunicação. Meu poderoso pilares da asl e surdo identidade levou a onde estou hoje, um ator com sucesso, aventureiro e filantropo... ‪#‎Whyisign‬ ‪#‎askmewhyisign‬
ASL - Língua de Sinais Americana
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Qual a Porta


Levar Cruz


Entrega seus caminhos ao Senhor!

Entrega seus caminhos ao Senhor!

Culto para Surdos dia 16/04/2016

"Verdadeiros Adoradores Adoram em Espirito e em Verdade"
 Grupo de Surdos
 Pr. Ivan Machado Igreja Nova Criação
 Intérprete Maracanaú
 Intérprete de Maracanaú Matheus


"Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas." Romanos 13:1

Quando entendemos o princípio de autoridade, somos submissos não por causa do temor de sermos punidos, mas por causa da consciência que temos que toda autoridade vem de Deus, e quando estamos sujeitos às autoridades nos submetemos diretamente ao nosso Deus. Rebeldia é uma atitude ilegal. Quem planta rebeldia vai colher o fruto da sua rebeldia. O rebelde sempre acaba mal. Existem dois caminhos: submissão e a obediência para a bênção ou a rebeldia e desobediência para a maldição.

Senhor Deus, ensina-me a obediência e submissão, eu sei que toda autoridade é instituida pelo Senhor, e a rebeldia não procede de Ti. Eu oro em nome de Jesus. Amém.
O Senhor te abençoe e te guarde;
O Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti, e tenha misericórdia de ti;
O Senhor sobre ti levante o seu rosto e te dê a paz.
Pr. Ivan Machado

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Unifor gradua primeira cineasta surda do Ceará

Aluna do curso de Audiovisual e Novas Mídias termina graduação apresentando um videodocumentário sobre educação inclusiva para o surdo.

Yanna Luisa Timbó realizou, em seu TCC, um videodocumentário sobre o tema educação inclusiva para o surdo (Foto: Ares Soares/Unifor)Yanna Luisa Timbó realizou, em seu TCC, um
videodocumentário sobre o tema educação inclusiva
para o surdo (Foto: Ares Soares/Unifor)
No dia 3 de julho, o curso de Audiovisual e Novas Mídias da Unifor formou a primeira cineasta surda do Estado do Ceará. Yanna Luisa Timbó realizou, em seu trabalho de conclusão de curso (TCC), um videodocumentário sobre o tema educação inclusiva para o surdo. Yanna roteirizou, dirigiu e atuou na linha de frente do videodocumentário, que tem cerca de 10 minutos e é bilíngue por ter áudio em português e tradução para libras. O fato, inédito na história do audiovisual cearense, é de grande relevância nacional.
Segundo a coordenadora do curso de Audiovisual e Novas Mídias da Unifor, professora Ana Quezado, trata-se de uma conquista louvável da aluna, como também de todos que fazem o curso de Audiovisual e Novas Mídias da Unifor. “Hoje, no Brasil, apenas 1% dos surdos chegam ao ensino superior. E, quando chegam, muitos desistem, até porque o contexto universitário é desafiador para qualquer jovem. No caso da Yanna, houve plena integração dos estudantes, dos professores e dos funcionários da Unifor para o desempenho das atividades acadêmicas dela. É claro que as características dela como aluna também contribuíram para esse desenvolvimento, como autonomia e relações interpessoais harmoniosas”, conta. “Vencidos todos os desafios, principalmente num curso de Audiovisual, a Unifor forma a primeira cineasta surda do Ceará, o que demonstra o seu compromisso com a educação inclusiva”.
A estrutura da Unifor também foi um diferencial para o êxito da aluna. Através do Programa de Apoio Psicopedagógico (PAP), a Universidade disponibiliza um intérprete de libras para que todas as aulas sejam acompanhadas por quaisquer alunos surdos. “Essa mediação é importantíssima para que estudantes surdos não desistam dos cursos superiores. É importante lembrar que, durante os quatro anos, os docentes do curso de Audiovisual e Novas Mídias se preocuparam em fazer adaptações dos conteúdos para favorecer a aluna”, explica a coordenadora.
A difícil audição de Yanna é congênita, a superação nos desafios da vida foi diária, com a ajuda de familiares e profissionais da saúde e da educação. Bilíngue em libras e português, a aluna diz que com estudos não teve maiores problemas, mas que chegou a sofrer bullying diversas vezes. “As amizades eram poucas, pois apesar de usar o aparelho auditivo e o implante coclear, minha voz não é muito boa. Porém, os que têm uma maior sensibilidade conseguem conversar comigo”, pondera.

Sobre seu TCC, a aluna conta que a escolha do tema, educação para surdos no Ceará, foi fácil, por sua própria vivência. “Faço parte, literalmente, do projeto, por ter exposto minha vida, meus sofrimentos e agora estar aqui, realizada e vitoriosa, apesar de tudo”.
De acordo com o professor Valdo Siqueira, orientador do TCC de Yanna, o videodocumentário de Yanna busca dialogar com o indivíduo surdo, mas também com aquele que entende libras e, é claro, com todos que são ouvintes. “O trabalho de Yanna busca estabelecer diálogo com todos acerca das questões pertinentes à educação inclusiva. Mais em específico sobre a educação para surdos. No momento em que o curso Audiovisual e Novas Mídias forma sua sexta turma, torna-se surpreendente para todos nós, professores do campo cultural, a graduação de uma aluna especial: surda. Nos parece que este fato é um denotativo do alcance inclusivo que a atividade audiovisual pode ter. O campo amplia as possibilidades do indivíduo, o faz superar quaisquer limitações, até biológicas”, acredita.

Tribunal legitima apadrinhamento de crianças no CE

O programa garante o direito à convivência comunitária dos abrigados e convida a sociedade a participar

00:00 · 22.02.2016
Os adolescentes do Abrigo Recanto da Luz sonham que através do estudo poderão reconstruir a vida fora da instituição ( FOTO: FERNANDA SIEBRA )
Seja no aspecto afetivo ou financeiro, a vida de crianças e adolescentes que estão em abrigos pode ser facilitada com a ajuda de voluntários. A fim de formalizar e ampliar a atuação da sociedade junto à esta parte da população, o Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) instituiu o Programa de Apadrinhamento de Crianças e Adolescentes em todo o Ceará.
A medida prevê que, a partir de março de 2016, quem desejar apadrinhar uma destas crianças ou adolescentes deve se cadastrar junto ao Tribunal para legalizar a ação. A ajuda não precisa estar diretamente ligada à contribuição monetária. Divididos em três modelos, o apadrinhamento pode ser afetivo, de prestação de serviços, ou ainda financeiro.
Dentre as mais de 20 instituições participantes, cujos nomes ainda não foram todos revelados pelo TJ, está a Organização O Pequeno Nazareno. Hoje, com 30 crianças do sexo masculino, abrigadas no sítio, localizado em Maranguape, a organização trabalha com meninos que estavam em situação de rua e foram encaminhados ao local pelo Juizado de Infância.
Com isso, Flor Fontenele, uma das coordenadoras do Pequeno Nazareno, ressalta que o apadrinhamento afetivo tem importância direta para restabelecer um convívio das crianças com a sociedade: "Como trabalhamos para que nossas crianças retornem às famílias, o contato com a convivência familiar auxilia no processo educativo. Os outros adultos que participam do processo trazem a prática do convívio em sociedade".
Assim como os que já atuam de alguma forma nos abrigos, os interessados em participar do programa de apadrinhamento devem procurar o Setor de Procedimentos Administrativos do Juizado da Infância e Juventude, que ficará responsável pela gestão e execução da iniciativa.
A afirmação vem da chefe do Setor de Cadastro de Adoção do Fórum Clóvis Beviláqua, Gabriella Costa, que acrescenta como importância do projeto a ajuda na evolução e desenvolvimento dos apadrinhados.
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Assistência
Para a coordenadora do Abrigo Recanto da Luz, que abriga 12 meninos de 12 a 15 anos, o apadrinhamento financeiro é o diferencial na vida dos acolhidos. "Eles já têm tantas perdas, então, o apadrinhamento financeiro para eles possibilita que eles estudem em boas escolas e que, com isso, ganhem novos horizontes", conta a coordenadora.
Luiz, 15, Da Silva, 13, e Fernando, 14 (nomes fictícios), são meninos que vivem no Recanto da Luz e têm nos estudos perspectivas de uma melhoria de vida. Atualmente matriculados em uma escola particular devido à colaboração financeira de pessoas jurídicas, os adolescentes reafirmam que permanecem tendo sonhos e vontades para um futuro próximo.
Histórias
"Moro aqui há dois anos. Eu sei que se eu tivesse em casa eu não estava estudando. Lá em Lavras da Mangabeira eu trabalhava em um parque. Assim que eu cheguei aqui aprendi a ler e a escrever. Depois disso, mudou tudo. Não sei ainda qual faculdade eu quero fazer. Nas horas vagas, eu gosto de jogar futebol. Só um irmão meu, às vezes, vem me visitar, mais ninguém", contou o jovem Fernando.
Já Da Silva diz que ser veterinário é a opção escolhida para seguir daqui alguns anos: "Antes de vir pra cá, eu só ia para a escola às vezes. A minha vontade é ir morar com a minha avó, em Quixadá, mas só vou fazer isso depois que eu terminar o curso em uma faculdade".
Sobre a iniciativa, o defensor público Tibério Melo, um dos apoiadores do programa, conta que a ideia teve como base o Projeto Apadrinhar, que já é realizado no Rio de Janeiro há cinco anos. No Ceará, a proposta chegou à defensoria há três anos e, desde então, foi idealizada.
"Há três anos, fomos procurados para trazer esse programa para o Ceará e demos início ao processo. Quando formatamos o projeto fomos até o Poder Judiciário e levamos adiante no Tribunal. O que pontuamos é trazer a sociedade como um todo para dentro dos abrigos e fazer com que as pessoas contribuam para a formação das crianças", prevê o defensor público.
Proteção
Gabriella salienta que o apadrinhamento não burla o Cadastro Nacional de Adoção. Assim, caso o padrinho tenha interesse na adoção de qualquer criança, é preciso procurar o Setor de Cadastro para Adoção a fim de habilitar-se e entrar na fila de pretendentes a adotar.
De acordo com a assistente social do Abrigo Tia Júlia - que também contará com o programa de apadrinhamento --, Iraneide Maria, o apadrinhamento afetivo é exclusivo para crianças acima de 7 anos e que já não tenham vínculo com a família. "Estamos numa esperança muito grande que o apadrinhamento afetivo traga pessoas interessadas em ficar ao lado de pessoas especiais. Essas crianças têm, principalmente, paralisia cerebral. Temos crianças de 3 até 27 anos nessas condições e algumas dessas já chegaram aqui bebês", reiterou a assistente social. (Colaborou Emanoela Campelo)
Como se tornar padrinho
É preciso se cadastrar no setor de Procedimentos Administrativos do Juizado da Infância e Juventude, no Fórum Clóvis Beviláqua (3278.1113)

mais informações. http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/cadernos/tribunal-legitima-apadrinhamento-de-criancas-no-ce-1.1496584