segunda-feira, 13 de maio de 2019

SUGESTÕES DE LIVROS SOBRE SURDEZ

LIVRO O GRITO ( VÔO) DA GAIVOTA

Emmanuelle Laborit


LIVRO EM PDF. CLIQUE AQUI NO LINK DO SITE

https://drive.google.com/file/d/0B8U1A_qJZ0UtVUNYZ1F0QUhKLWs/view?pref=2&pli=1


SOBRE A OBRA...
"...Aquilo que neste momento está prestes a começar a ler é nada mais nada menos que o testemunho de uma vida, visto pelos olhos de uma menina, contado pelo sentir de uma mulher. O relato pessoal e subjetivo de uma criança que cresceu no mundo do silêncio, que nunca aprendeu a viver à distância da comunicação, que, e finalmente, se liberta de um mundo que não precisava de ser assim.
Neta do cientista Henri Laborit, atriz agraciada com o Prémio Molière e surda profunda, Emanuelle Laborit é a protagonista deste testemunho, marcado pela memória de um crescimento que se vivei diferente. Mais por aquilo que não é dito do que pelo que está expresso nestas breves linhas, fez sentido à AFAS - Associação de Famílias e Amigos dos Surdos e à Caminho jogar este livro nas livrarias, acreditando que de alguma forma ele venha a ser um enorme grito. Aqueles que sabem o que é ser surdo, numa sociedade ainda não suficientemente amadurecida, nem preparada, certamente, rever-se-ão em algumas situações, identificar-se-ão com muitos dos sentimentos e terão para si mais do que uma leitura, mais do que uma história, mais do que um exemplo, pois ganharam um depoimento que por ter sido impresso e tornado público deixou de estar na sombra do desconhecido. Mas para si que é ouvinte e pouco contatou com a comunidade surda, esperamos sinceramente que este livro o toque, o incomode e o revolte na percepção de como, muitas vezes, sem intenção e apenas por ignorância, nós fomos cumplices destes isolamentos, nós, de facto, prendemos inocentes. Apenas para concluir, seria bom que este livro não fosse guardado em qualquer prateleira, que estivesse à vista, que criasse curiosidades, que ostentasse embaraços, mas fosse sobretudo uma das referências da qualidade humana, para hoje e para amanhã. Maria Bispo-Direção da AFAS"



Sinopse
Emmanuelle Laborit em sua biografia intitulada "O vôo da gaivota", ao se referir a sua comunicação com a mãe antes de ter contato com a língua de sinais conta que a maneira como se comunicavam
“(...) era instintivo, animal, chamo-a de “umbilical”. Tratava-se de coisas simples, como comer, beber, dormir. Minha mãe não me impedia de gesticular, como lhe haviam recomendado. Não tinha coragem de me proibir. Tínhamos signos nossos completamente inventados”.
 Encontramos nessa declaração de Emmanuelle a confirmação. Percebemos pelo depoimento de Emmanuelle que os critérios utilizados para a criação dos sinais caseiros se dão a partir da necessidade de estabelecimento de contato para as situações do dia-a-dia e que se compunham através da imitação, da mímica das situações concretas e/ou da percepção de características físicas, uso de acessórios, situações ocorridas com os pais e os irmãos entre outros.
Também Emmanuelle nos aponta umas situações que encontramos com bastante regularidade nos depoimentos de surdos, ou seja, de que os sinais criados são compartilhados, em geral, entre mãe e filho ou entre um (a) irmão (a) mais velho que é designado para cuidar do irmão surdo. O restante da família, em geral, não utiliza os sinais caseiros, fazendo uso exclusivo da língua oral.


BOA LEITURA!



A gaivota cresceu e voa com as próprias asas.
Vejo como poderia ouvir.
Os meus olhos são os meus ouvidos.
Tanto escrevo como falo por sinais.
As minhas mãos são bilingues.
Ofereço-vos a minha diferença.
O meu coração não está surdo a nada neste mundo duplo.
Custa-me muito deixar-vos.
( EMANNUELLE LABORIT - 1994)

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